Por Marcela Ruas
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O retorno [2]

Ontem recebi um email incrível de alguém que havia lido meu blog e que, por afinidade com os assuntos, queria trocar ideias. Não é incrível isso? Toda essa possibilidade infinita de ganho (porque na troca só vejo ganho) que a internet nos proporciona?
Devo admitir... Sou fã do 2.0, sou fã das trocas, das redes, das conexões. E justamente por adorar tudo isso, não posso me furtar a publicar. Talvez não seja tão frequente. Talvez demore novamente um ano para um novo post, mas este contato me fez relembrar da importância de compartilhar.
Obrigada Larissa.
E, por falar em compartilhar, apesar de o tema "gestão de conhecimento" hoje já ser velho, as organizações ainda não conseguem capitalizar o conhecimento de forma muito natural. Investem tanto em desenvolvimento, em treinamentos, mas esquecem do potencial que existe em grupos de discussão, comunidades de prática, grupos de estudo. Aliás, questiono um pouco se isso acontece por "esquecerem" deste potencial ou porque é "mais fácil" investir, designar, que te fato mobilizar pessoas. Pois para de fato haver compartilhamento, é preciso haver mobilização e, para isso, um esforço além do normal, uma capacidade de sair da caixa, de influenciar pessoas... E, realmente, talvez seja bem mais difícil realizar isso que investir dinheiro diretamente.
Fica a reflexão.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Depois de longo e tenebroso inverno...

Eu voltei! Fiquei um tempo sem blogar... Muitas mudanças repentinas e muita informação pra absorver.
Mas eu voltei. rsrs Voltei para ficar... Porque aqui, aqui é o meu lugar... hehehe
Brincadeiras a parte, tenho visto muitos temas que pedem um post. Então, decidi voltar a comentar esse maravilhoso mundo corporativo.
E já com novos insights, o do momento é como somos afetados por questões linguísticas e como isso pode afetar questões críticas de gestão.
Estou estudando gestão por competências para redesenhar um modelo numa organização. Eu já pensava muito nisso, no poder da linguagem. Já cheguei até a comentar com algumas pessoas como isso impacta em processos de internacionalização e/ou em processos de fusão e aquisição. Uma simples confusão de termos, uma tradução mal feita, podem causar um grande problema gerencial. E me admira que esse seja um tema de tão pouca atenção.
Mas não só os processos explicitamente ligados a diferentes línguas e culturas que sofrem com estas questões. Á transferência entre países de conceitos gerenciais passa muito por isso e, chego a acreditar que, alguns modelos são desenhados com grandes erros de conceito por uma simples questão de linguagem. Em gestão por competências, por exemplo, vejo muitos casos de empresas que confundem potencial com desempenho e com a competência em si. Uma parte disso se deve à semelhança das palavras "competence" e "competency" que, se em inglês já são confundidas, em português, são traduzidas indiscriminadamente. Se em inglês, haveria uma discussão conceitual do que se quer dizer, em português, traduzem-nas ambas como competência e o problema aparentemente resolvido aparece depois em forma de pouco resultado efetivo.
Pra não haver dúvidas, eu fiz uma escolha, prefiro tratar a gestão por competências como um guarda-chuva e chamar, então, suas manifestações de: desempenho por competências e potencial de competências. Mais objetivo, menos confusão.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sobre a simplicidade [2]

Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.

*Clarice Lispector, uma escritora que, como poucos, consegue descrever as angústias e maravilhas da alma humana, e poeta organizacional.

Sobre a simplicidade







via @5e - 5o elemento - http://blog.quintoelemento.com.br (Site institucional: www.5e.com.br)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

De Clarice para Paula

*Uma homenagem a uma amiga que um dia disse que não entendia...

"Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo".

Clarice Lispector

Coragem e Hombridade

Quando falamos em planejamento estratégico, em identidade organizacional, frequentemente falamos também em valores organizacionais. Entretanto, tenho percebido o quão difícil é ter consciência de fato destes valores. Hoje, assistindo um episódio de um seriado americano, me dei conta de o quanto isso significa em nossas vidas, como pessoas, como profissionais e, em última instância, nas organizações. Em especial me dei conta de que os valores se manifestam nas pequenas coisas. Quantas vezes não deixamos de dizer o que de fato pensamos por falta de coragem? Uma ligação, um email, uma conversa difícil, encarar uma perda, um fracasso, assumir um erro. Os valores estão ali a todo momento. E é no dia-a-dia, em vencer cada pequeno desafio diário, que mostramos e entendemos nossos valores. As organizações, formadas por pessoas, não são diferentes. O que muda é que, se na família, seguimos orientações dos pais, dos avós, dos mais velhos, das lideranças informais; nas organizações existe um desafio ainda maior de reunir pessoas com histórias familiares distintas, com conceitos e concepções diferentes, cada um com seu significado, para compartilharem práticas que converjam para os mesmos valores, desta vez, organizacionais. O que, no entanto, paradoxalmente ajuda e dificulta, é que os desafios humanos são similares. A todos é preciso coragem para aquilo que nos toca, aquilo que tememos, aquilo que nos desafia, aquilo que nos emociona. No final das contas, a questão é que somos humanos demais.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Multi-polinização cruzada

Meu Deus.... Depois de falar do conceito, nunca imaginei uma aprendizagem vivencial tão profunda. Num único dia vivi multi-polinizações cruzadas infindas de conhecimentos fantásticos.
O dia começou com buscar minha avó para ir ao Inhotim. (Para quem não conhece: www.inhotim.org.br - IMPERDÍVEL). E assim passei o dia com 2 gênias da vida - minha avó e minha tia avó, minha prima - companhia que aprendeu de cedo o inesperado - no Inhotim, visitando obras incríveis. Logo de início, Forty Part Motet (http://www.inhotim.org.br/arte/obra/view/195 ). Que coisa genial. O todo na parte. A parte no todo. Me lembrou Gregório de Matos:
"O todo sem a parte não é todo; 
A parte sem o todo não é parte;
Mas se a parte o faz todo sendo parte,
Não se diga que é parte, sendo todo".

O dia foi inteiramente preenchido de histórias, de vida, de experiência, de vontade, de sonhos, de realizações, de descobertas, de curiosidade, de experimentos.
Depois, dois grandes amigos, também geniais, num brainstorming de matar, e a certeza de que, neste momento, estou recebendo do universo MUITO mais que dando. Meus amigos são incríveis.
Agora sim, sinto que posso contribuir para a inovação nas organizações. Estou alimentada.


*Foto: Janet Cardiff, Forty Part Motet, 2001, instalação sonora em 40 canais, com duração de 14’7’’, cantada pelo coro da catedral de Salisbury, dimensões variáveis, foto: Pedro Motta (Fonte: www.inhotim.org.br)

terça-feira, 22 de junho de 2010

A inspiração e a polinização cruzada [2]

Sobre o mesmo assunto, ontem vi o filme "O solista". Além de concordar muito com Marian Bantjes sobre a polinização cruzada da inspiração, sou usuária constante. Acho que isso faz parte da nossa construção pessoal e profissional. Por isso, e claro, por puro prazer hehehe, busco sempre novas fontes. Ontem, na cena do Solista (não se preocupem, sem spoiling, odeio rs) em que ele ganha um presente de Steve Lopez - quem puder, assista, recomendo - vi um mundo de referências sobre liderança, sobre inspiração, sobre talento, sobre mojo, sobre o prazer de viver. Certamente usarei em algum de meus clientes de coaching ou em algum treinamento para executivos. Até porque, além de me beneficiar da polinização cruzada, acho fantástico prover isso às pessoas, compartilhar aquilo que me inspira - até por isso este blog. Assim, #ficadica, vejam "O solista".

A inspiração e a polinização cruzada

Acabo de assistir mais um vídeo do TED. Não me canso de dizer... TED é tudo. O vídeo que vi agora é de uma designer, Marian Bantjes. Ela apresenta a forma diferenciada como encara o design e mostra diversos de seus trabalhos. E achei genial a mensagem final dela, quando ela diz que se sentia muito honrada em estar ali no TED, falando, no mesmo palco em que mentes brilhantes apresentam ideias e tecnologias transformadoras da vida, do mundo. Mas, ela diz que aprendeu a enxergar seu valor no mundo. Que é muito comum os artistas, os designers acharem que não estão contribuindo suficientemente. E que, hoje, ela sabe, o quão importante são os trabalhos que aguçam a imaginação. Porque, da mesma forma que ela é inspirada por livros, filmes, conversas com pessoas, da mesma forma, pessoas podem se inspirar no trabalho dela. Assim, quando ela produz trabalhos visuais que são diferentes, interessantes, intrigantes, que estimulam o questionamento mental, ela está incitando a imaginação das pessoas. E que você nunca sabe quando alguém pode se aproveitar deste estímulo e transformá-lo em alguma outra coisa. Porque a inspiração faz polinização cruzada. Então, que um trabalho dela pode inspirar um escritor, um cientista. E isso pode se tornar a semente que alimenta a mente de um médico, de um filantropo, uma baby-sitter. E que, ela acredita que uma sociedade totalmente funcional e rica precisa de estímulos como este, vindo de todas as áreas de conhecimento, fluindo, crescendo. Concordo e muito.
O vídeo pode ser visto em: http://www.ted.com/talks/marian_bantjes_intricate_beauty_by_design.html


*1 dos trabalhos de Marian Bantjes que aparece quando ela dá sua mensagem final. Sim, design também é sustentabilidade.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Surpresa boa

Acabo de receber um agrado do correio. Veio me trazer um resumo executivo da Teoria U, enviado pelo Dr. Otto Scharmer, diretamente do MIT. Gosto muito de como a modernidade aproxima as pessoas.

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